BANGKOK:
Saímos de Siem Reap dia 03/07/14 às 8:00am. A fronteira Camboja/Tailândia é um caos ainda maior que entre Vietnam/Camboja, uma bagunça, milhares de pessoas, nenhuma informação e claro: o faça você mesmo. Levamos cerca de 2h para conseguirmos atravessar a fronteira com o visto em mãos e uma queda de pressão ao qual tive que me arrastar na fila por mais de uma hora. Depois disso, seguimos por mais 5h de viagem de van até Bangkok. Chegamos no nosso Hostel por volta das 19:00pm, porque o motorista fez quase 20 paradas pelo caminho. Alugamos um quarto em um dos milhares de hostels/hotéis da super famosa e badalada, Khao San Road. O quarto original não tinha ventilador e não dava para ficar dentro do quarto, que mais parecia uma sauna, então pedimos para mudar para um com ar condicionado, porém, só havia um quarto de casal, então adaptamos um colchete no chão, que foi minha cama por 4 longas e divertidas noites.
O hostel na verdade não era grande coisa e tínhamos que pagar adicionais por cada respirada que dávamos lá, mas a localização era simplesmente ótima. Tá com fome? Só descer a escada e pronto, tem dezenas de restaurantes, bares, pubs, baladas, atrações, música, tudo ali, em 500 metros de rua.
Mas fora a Khao San Road, Bangkok é uma cidade bem grande e os pontos turísticos ficam bem espalhados pela cidade então, de certo modo, é difícil se locomover de um ponto ao outro porque tudo leva muito tempo para se chegar.
Mesmo que eu não seja muito adepta à culinária oriental, a tailandesa com certeza foi a que menos me agradou, mas ainda assim experimentei alguns dos pratos famosos como o Pad Thai, Chu Chee Pla (peixe assado na folha de bananeira- esse foi sensacional).
PS: evitem comer fast foods, não dá para confiar na procedência dos alimentos e qualidade deles lá, eu comi um McDonald's e passei mal 3 dias!
Compramos um pacote de passeio de um dia inteiro, que nos levou ao famoso Mercado Flutuante (Floating Market), que na verdade fica fora de Bangkok. Esse lugar é bastante interessante porque é uma feira gigantesca, distribuída por entre canais, e o tráfego é feito por canoas com turistas e canoas de vendedores, além das barraquinhas em terra.
Visitamos o Rose Garden, que é um parque na qual retratam uma típica fazenda tailandesa, com plantas e flores típicas, há uma casa de fazenda, que retrata a vida que os fazendeiros tailandeses levavam, trabalhavam principalmente na produção de arroz, búfalos e pesca. Há também vários stands com demonstrações de fabricação de seda, produção de peças em seda com teares, produção de cerâmica. Lá também, assistimos um show de elefantes e um show com danças tradicionais, representação de casamento, orquestra tailandesa, artes marciais e miai thai.
Esses dois passeios valem muito a pena.
Num outro dia, alugamos um tuk tuk por, pasmem, 0,66 centavos de USD por 4h para nos levar aos templos mais próximos. Visitamos Vários templos mas os mais importantes foram o Wat Arun, passeamos de barco pelos canais do rio que cerca o Wat Arun, e foi a maior furada da viagem, na verdade os barcos se entranhavam em canais onde desembocavam esgoto no meio de uma grande favela, o mau cheiro era insuportável e a visão daquele lado da cidade, nada agradável; e o Wat Pho, onde há o Buddha Reclinado (Reclining Buddha) que tem 15m de altura e 43m de comprimento recobertos de ouro e os pés, entalhados em madre pérolas. E o complexo de templos em que o Buddha Reclinado se encontra é belíssimo, com mais de 1200 imagens de Buddha e muitos templos brancos com detalhes coloridos e banhados à ouro.
KRABI:
PS: Em Bangkok compramos um pacote para o resto de nossa viagem, pois já estávamos cansados de ficar procurando hostels, meios de transporte e etc, então fomos à uma agência de turismo que vendia pacotes para estudantes e fechamos esse pacote para Krabi, Koh Phi Phi e Phuket, que incluía todos os translado, hotel e algumas outras facilidades.
Saímos de Bangkok e seguimos de ônibus por 15 horas até Krabi, uma das províncias da Tailândia.
Krabi é no litoral e embora todos os dias que ficamos por lá estiveram nublados, as praias são bastante bonitas. Tiramos esses dias para relaxar, não ficar correndo atrás de pontos turísticos porque estávamos muito cansados. Só queríamos comer bem, andar pelo centrinho e relaxar na praia.
Alugamos uma vespa (sim, uma vespa para três pessoas, lá todo mundo anda assim, com 3 ou 4 crianças penduradas nas motos, porque não é preciso de carteira de motorista para dirigir) e fomos ao Cemitério de Conchas (Shell Cemetery) que fica no parque nacional, seguimos para a praia de Noppharathara que quando a maré baixa dá para ir caminhando até 3 ilhotas em frente. Fomos para mais duas praias vizinhas com vilas de pescadores.
Os restaurantes em Krabi oferecem comidas bem melhores que em Bangkok mas também custam um pouquinho mais.
No dia 12/07/14 saímos de Krabi rumo a Koh Phi Phi (Ilha Phi Phi).
KOH PHI PHI:
Pegamos um Ferry (barco bem grande) de Krabi até Phi Phi e pegamos o mar bem agitado.
Caminhamos do píer até o hostel, que não era nada do que vimos nas fotos, deixamos nossas coisas no hostel e fomos almoçar num restaurante pé na areia, com uma vista paradisíaca. (Tivemos que pagar 300 Baht para podermos usar o ar condicionado do quarto).
O mar lá parece que foi pintado à mão, uma mistura de tons verdes e azuis, que reluzem contra a luz do sol, formando uma tonalidade única.
A ilha é bem pequena, podendo ser atravessada em 15 minutos caminhando, tendo duas praias principais, norte e sul da ilha.
CURIOSIDADE: Phi Phi foi atingida pelo Tsunami de 2004 e foi totalmente devastada pelas ondas, quem tiver interesse, assistam O Ímpossível, que retrata a história de uma família britânica que sobreviveu ao tsunami na ilha. Há placas de evacuação por toda a ilha e quando se chega de ferry no píer, é o mesmo píer de todos aqueles vídeos que tem no youtube, dos barcos sendo arrastados pelas ondas e encalhados na areia. Pelo menos para mim, que sempre tive um interesse muito grande por esse acontecimento, o primeiro impacto ao descer na ilha, olhar 360 graus no píer e saber que ali tantas pessoas morreram...é de arrepiar.
Hoje, a ilha está toda restaurada é bem simples, muito comércio, festas na praia, shows de pirofagia, agencias de turismo com todo o tipo de passeios e pacotes imagináveis, restaurantes, bares e pubs com musica alta, atmosfera super alto astral e o mundo inteiro dentro de uma ilha, mas claro, há também os grandes resorts 5 estrelas na ponta mais afastada da ilha.
Compramos um tour pelas ilhas e praias ao redor de Phi Phi, foi simplesmente o melhor dia da viagem!!! Mas como o mar é bastante agitado e o barco é quase uma jangada (a meu ver), tive que me entupir de remédios contra enjôo. As paradas foram Railey Beach, Shark Bay (sim, pode-se nadar com tubarões lá, mas infelizmente, por obra do destino ou mandinga da minha mãe, o mar estava agitado de mais e o barco não conseguiu atracar), Ilha do Bamboo (Bamboo Island- a ilha fica dentro do Parque Nacional, ela é linda vista do mar, mas dentro muito suja, poluída pelos turistas), fizemos snorkelling em algum lugar entre Shark Bay e Bamboo Island, que foi surreal, a variedade e quantidade de espécies marinhas e o recife de corais tão colorido e variado é de tirar o fôlego!, Monkey Island (Ilha dos Macacos - literalmente tomada por macacos, que roubam tua comida, pulam dentro dos barcos e tocam um terrorzinho nos turistas, foi divertido), Blue Laggon (Lagoa Azul - quando a maré baixa forma uma grande lagoa cercada por rochedos impedindo a passagem dos barcos, mas quando a maré sobe, os barcos podem entrar na lagoa e assim os turistas podem relaxar, fazer snorkelling ou só nadar), Maya Bay é sem dúvidas um dos lugares mais famosos de toda a Tailândia, é um complexo de rochedos que formam uma baía, com águas bem calmas e cristalinas; é uma aventura para chegar até lá, porque tem que passar por meio de pedras, caminhar pelo mar, subir rochas, descer, caminhas um trecho na floresta para enfim chegar; quando a maré baixa tem-se acesso à uma pequena praia dentro da baía, e ao invés de areia tem o fundo todo de pedregulhos bem arredondados; no caminho de volta, já era noite, paramos novamente para observar os Plânktons Bioluminescentes (bioluminescent plankton), estava muito frio, todo mundo molhado e mesmo assim foi mágico, estar em um barco a noite, no meio do oceano, vendo todos aqueles seres microscópicos cintilando no mar conforme movimentamos a água.
Jantamos com um casal (Britânico/Norueguesa) que conhecemos no passeio, que depois seguiram viagem com a gente para Phuket.
CURIOSIDADE: quem tiver interesse ou já assistiu pode reconhecer Maya Bay do filme A Praia com Leonardo DiCaprio, o filme todo foi gravado lá.
PHUKET:
Pegamos o ferry para Phuket (14/07/14) e foi centenas de vezes pior do que a ida, estava chovendo, o mar super agitado, com ondas que balançavam um ferry daquele tamanho a ponto de não enxergarmos a proa da embarcação, deu muito medo.
Phuket é a segunda maior cidade da Tailândia e é bem o mesmo esquema que Bangkok: bagunça, festa! Mas eu, particularmente, gostei mais de Phuket. As pessoas eram mais sociáveis, fazendo festas nas ruas. Phuket também tem uma avenida principal com os bares e boates, cassinos e "ping pong shows" por todos os lados! Infelizmente, os dias que passamos em Phuket estavam bastante chuvosos, então tivemos que fazer mais atividades indoor, fomos no Shopping que é gigantesco, assistimos à uma sessão de Planeta dos Macacos ( nos cinemas tailandeses, antes de começarem os trailers, passam um vídeo sobre o Rei da Tailandia, todos tem que se levantar ou então pagam uma multa), jogamos boliche, fomos em um restaurante japonês maravilhoso (e caro também), comemos Dunkin' Donuts. Alugamos 2 vespas, fomos até o View Point de Kata Beach, que é o ponto mais alto da região onde pode-se ver toda a baía, montanhas, praias, que te dá uma visão panorâmica bem bonita do lugar. Na estrada encontramos uma fazendinha de elefantes, paramos para vê-los e na volta, eu e Camillu sofremos uma queda com a vespa, nos machucamos um pouco, ralamos a vespa também, mas nada sério, voltamos para o Hotel dos nossos amigos que era mais perto, fizemos curativos, fomos conhecer a praia de Kata e depois jantamos num restaurante Western (isso significa comida ocidental, depois de 10 dias, foi a primeira vez que comi um bife bovino com purê de batatas!!! se tivesse ruim, estaria maravilhoso...sécoméqueé!) Devolvemos as vespas e fomos passear na Bangla Road (a avenida da bagunça). É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, tantas pessoas passando pelo mesmo lugar, que se não se focar no que está fazendo, você se perde!
No dia 16/07/14 acordamos as 4:00am para pegar o vôo de volta à Perth- Australia e acabou-se o sonho da viagem mais maluca, mal planejada, estressante e divertida já feita na vida. Obviamente foi uma das primeiras, mas certamente não será a última.
Quando se faz uma viagem, sozinho ou com amigos, em que você se permite experimentar tudo o que foge à sua realidade, em que se permite a aprender tudo o que é novo e mais do que experimentar e aprender, é viver a realidade do lugar que está conhecendo, de alguma maneira você nunca mais é o mesmo, de alguma maneira o que aprendeu, o que ficou gravado na memória, uma cena, uma paisagem...essa é a maior riqueza do ser humano, é o maior e melhor investimento que alguém pode se dar, porque não tem como perder, podem acontecer vários problemas como foi o nosso caso, mas aprendemos com nossos erros, aprendemos a lidar com situações que jamais havíamos passado anteriormente e ganhamos experiência! Por um lado, a viagem foi extremamente desgastaste para nossa amizade, tanto que quando voltamos, ficamos quase duas semanas sem nos vermos ou nos falarmos, porque o convívio foi muito mais do que intenso, porém, passado nossas "férias" um do outro, percebemos que o vínculo que criamos tanto entre nós, quanto com as pessoas que fizemos amizade pelo caminho se intensificaram e perduram até hoje. Esse é o melhor presente que se pode ganhar!




























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