Saímos de HCMC (Saigon) as 8:00am em um ônibus com destino a Phnom Penh, capital do Camboja. A viagem até Phnom Penh foi segura comparada ao jeito que os motoristas dirigem por lá.
Chegamos na fronteira Vietnam- Camboja por volta das 11:00am, retiramos nosso visto na embaixada e continuamos a viagem até Phnom Penh.
PS: Para retirar o visto, o motorista te deixa em uma espécie de pátio, cheio de ônibus, turistas e vendedores ambulantes e ai é por sua conta, eles te dão 1h para entrar na embaixada e sair de lá, do outro laca com o visto em mãos, a pé. Acredito ter sido um dos momentos mais estressantes da viagem, porque ninguém te dá informação correta ou eles não te entendem ou você que não os entende e o medo de ser deixado pra trás, naquele lugar completamente desconhecido, é bastante preocupante.
Bom, chegamos em Phnom Penh por volta das 15:00h mas o ônibus de Phnom Penh para Siem Reap saia apenas as 18:00h, então fomos comer e ficamos esperando na "rodoviária", que mais tinham carroças e tuk tuk's, do que ônibus. Pegamos um micro-ônibus lotado, toda a bagagem dos passageiros foi colocada entre nossos pés e no corredor do micro-ônibus, ou seja, não dava pra se mexer lá dentro. Como se a falta de espaço não fosse o bastante, o motorista ainda parou na estrada 3 vezes para dar carona à três andantes, que obviamente foram sentados em cima de nossas bagagens.
A paisagem no caminho, era simplesmente incrível, campos vastos bem verdes ( um verde que não vemos aqui), campos de arroz, búfalos e gado por todo lado. As casas, em sua grande maioria são de madeira suspensas e a condição social e econômica da população vai muito além de a baixo da linha da pobreza.
A noite, a estrada ganha outra forma, escuridão total, silêncio total, raramente víamos luzes de casas bem distantes da estrada. O que nos chamou bastante a atenção foi que em certo momento, começamos a ver luzes negras com redes espalhadas por pastos, muitas mesmo; e depois viemos a saber que com essas luzes os cambojanos capturam insetos, aqueles que todo mundo come nas feirinhas da cidade.
Era cerca de 00:30am quando chegamos em Siem Reap, pegamos um tuk tuk e fomos para o Hotel, que foi na verdade o melhor hotel em que ficamos hospedados em toda a viagem.
No dia seguinte, tomamos café da manhã, alugamos bicicletas por 1,00 USD/dia e fomos conhecer a cidade. Passamos pelo Museu Nacional Cambojano (Cambodian National Museum), que é maravilhoso, seguimos para o Old Market, que é o quarteirão mais famoso da cidade, centenas de lojinhas, camelôs, restaurantes, bares, spas e diversidade estão ali.
A cidade em si é também muito melhor estruturada do que as do Vietnam, parece que foi planejada para turistas, tudo é bem limpo, reformado, iluminado, pinturas bem cuidadas. Há muitos monumentos pela cidade, parques, as avenidas são bem bonitas e as pessoas são bem mais amigáveis e felizes. Porém, o transito é péssimo como em qualquer lugar na ásia e andar de bicicleta lá foi quase como um atentado suicida.
Fomos até a Pub Street, rua mais badalada da cidade, todos os pubs, bares e restaurantes famosos, divertidos e com a culinária mais variada possível estão lá. O custo de vida no Camboja é um pouco mais elevado, comparado aos países em que ficamos, foi o mais caro para se comer, com refeições completas variando entre 8,00 e 15,00 USD, o que para nós foi bem caro.
Fizemos a famosa massagem com os peixes (fish massage), que na verdade não são massagistas, esses peixes comem a pele morta dos pés e pernas, e a sensação deles mordiscando a sua pele seria como uma massagem, eu particularmente, senti foi cócegas, mal conseguia ficar com os pés dentro d'água, já meus amigos, gostaram.
Visitamos também a Fazenda de Crocodilos (Crocodile Farm), que não foi grande coisa, apenas grandes tanques com crocodilos ainda maiores, coisa pouca 4 ou 5 metros de comprimento.
A noite visitamos o Mercado Noturno (The Night Market) que fica atrás do Old Market, e também tem inúmeras lojinhas, camelôs e barraquinhas de lanche e petiscos só que com muito mais cores e luzes, música alta, pessoas dançando e cantando no meio da rua.
DICA DE PUB: o ANGKOR WHAT? BAR, esse pub foi o fundador da Pub Street e por causa dele a rua recebeu esse nome, o lugar é sensacional, uma atmosfera incrível, para pessoas mais alternativas, excelente música, atendimento maravilhoso (os garçons brincavam com a gente) e a melhor parte, você recebe uma caneta para deixar sua marca nas paredes do lugar, então o que vocês vêem na foto, são assinaturas, frases e desejos de todos os que por lá passaram.
DICA DE RESTAURANTE: o The Red Piano é um restaurante que fica no topo de um prédinho, dá para ver toda a Pub Street, tem uma decoração bastante peculiar: Tomb Raider. Para quem não sabe, Tomb Raider foi o filme que alavancou a carreira de Angelina Jolie, e quando ela estava gravando o filme, lá mesmo, no Templo Ta Prohm; Angelina jantou nesse restaurante e criou uma bebida que recebeu o nome de Tomb Raider.
(Fonte: Google)
PS: É necessário comprar um ticket para fazer esse tour pelos templos e custa 20,00 USD com sua foto (eu fui sortuda e roubaram o meu, tive que voltar e comprar outro).
A riqueza de detalhes dos templos, esculturas e a própria arquitetura são um prato bem cheio para a imaginação das pessoas, por um momento você consegue retratar 1.700 A.C na sua cabeça e imaginar como teria sido a vida das pessoas que lá viveram e por maior que seja seu esforço, sempre haverá uma grande lacuna na história. Grandes piscinas, salões de festas, oratórios, sala, cozinha, quartos e banheiros, tudo está lá, alguns quase intactos, outros muito danificados, pelo tempo, pelas guerras...mas a história, ah...a história ninguém apaga, ninguém danifica.
Confesso que esse foi o melhor e pior dia da minha vida...melhor, porque esse era um dos sonhos a serem realizados: A Cidade dos Templos. E pior, porque estava um calor de 38 graus, fizeram a gente usar calça comprida e apesar de termos feito todos os trechos entre os templos de tuk tuk, o esforço físico para subir e descer todas aquelas escadarias, o calor e a desidratação, me fizeram literalmente, me sentir como em uma guerra, uma guerra com meu próprio corpo.
Voltamos ao hotel quase mortos, jantamos e dormimos....no dia seguinte? No dia seguinte foi estrada...estrada rumo à Bangkok- Tailândia!
IMPRESSÕES GERAIS SOBRE O CAMBOJA:
Sem dúvidas era o país que eu estava mais ansiosa para conhecer e nem por um minuto deixou à desejar. Siem Reap é uma cidade com uma energia tão forte que te faz pensar, mesmo que não queira. A Vibe da cidade é surreal, super alto astral, divertida, relaxada. Angkor Wat é um local muito místico, intenso e de uma beleza nunca antes vista. E a vida nortuna, mesmo que não tenhamos saído pra "night" foi sensacional, de certa maneira faz você querer ser quem não é, talvez se reinventar por uma ou duas noites, teu coração palpita forte o tempo todo, tudo é novidade, tudo é atrativo!
Não há dúvidas que o Camboja marcou a minha vida, minha passagem pela Ásia e me fez querer conhecer não só aquilo que é lindo aos olhos, mas aquilo que prende a alma.
GASTOS:
No Camboja, tudo de pende de quanto você quer gastar, tem tudo para todos os gostos e bolsos. No meu caso, bolso não era uma opção e consequentemente os gostos tinham que ser escondidos. Tínhamos um orçamento diário de 50,00 USD para toda a viagem, então tivemos que fazer nossos gostos caberem nos nossos bolsos, o que na verdade não foi muito difícil. Separamos um dia para comer bem, experimentar uma bebida diferente ou fazer algo mais caro, nos demais dias, segurávamos um pouquinho.
Tive uma média diária de 46,98 USD e um total de 140,95 USD. Lembrando que ficamos apenas 3 dias.
Aloha.











quero conhecer também , só de ler o que escreveu me despertou vontade !
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